quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Bailarinas deficientes visuais fazem apresentação emocionante


Grupo de São Paulo traz para evento em Catanduva, hoje, o espetáculo ‘Superando Limites’

Divulgação

Bailarinas deficientes visuais da Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini durante apresentação de espetáculo: superação é lição de vida

“Uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue”. Este é o lema das bailarinas da Associação de Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini, de São Paulo, que apresenta às 19h15 de hoje, no Teatro Municipal Anhiz Pachá, o espetáculo “Superando Limites”.

Atentas à música e às marcações do ritmo, elas movimentam-se ágeis pelo palco. Dançam a “Ópera de Viena” e “Casa de Boneca” em perfeita harmonia com as de mais colegas em cena, só que não as vêem. As 12 bailarinas são deficientes visuais.

“Elas enxergam com os olhos do coração, e me ensinaram a fazer o mesmo”, conta a professora, fisioterapeuta e bailarina Fernanda Bianchini, que há 11 anos faz o trabalho voluntário com as meninas.

Entre as dificuldades encontradas, Fernanda destaca o método. “Tive que trabalhar o toque com elas. Emprestei meu corpo e elas a força de vontade”, conta Fernanda, ressaltando que o balé proporcionou auto-confiança para as meninas.

“No início, muita gente achou que não daria certo. Que elas não conseguiriam dançar balé. Elas surpreenderam e ainda superaram expectativas”, ressalta. Segundo ela, o projeto está crescendo. A associação já recebe alunas com três anos de idade. “A dança também ajuda elas no dia-a-dia. Faz com que elas vençam as barreiras, que sem dúvidas são muitas”, diz.

A apresentação de hoje é fechada ao público, já que se trata de uma comemoração à Semana Monsenhor Albino, realizada pela Fundação Padre Albino, por meio da Padre Albino Saúde.

Projeto é pioneiro no mundo

O balé clássico para deficientes visuais teve início no Instituto de Cegos, há 11 anos. Este trabalho, bem como seu método, é pioneiro no mundo e foi desenvolvido por Fernanda Bianchini voluntariamente.

Com a dedicação da professora e das alunas, o grupo foi quebrando paradigmas, superando barreiras e transformando o que era impossível. “Nunca diga não a um desafio, pois são deles que saem os maiores ensinamentos”, diz Fernanda

“No início não foi fácil, mas a força de vontade em aprender algo novo foi tão grande que eu nunca tive que ensinar duas vezes o mesmo passo”, conta a professora, orgulhosa.

Associação tem mais cursos

No final de 2003, o instituto decidiu terminar com a atividade. Para que o trabalho não acabasse, pais, amigos e colaboradores resolveram montar a Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini.

Com serviços gratuitos a todos os deficientes visuais, de todas as idades, com aulas de balé clássico, sapateado, dança de salão, capoeira, danças folclóricas e teatro, a associação tornou-se conhecida, rompendo barreiras e preconceitos.

“Já nos apresentamos no Teatro Municipal de São Paulo e participamos do Festival de Dança de Joinville. Elas estão em um nível profissional admirável”, finaliza a presidente do grupo.

A FORÇA E A ESPERANÇA DE UM RECOMEÇAR

Adoro quando das más notícias, se descobrem grandes diamantes, como acontece nesta notícia.

Um rapazinho teve meningite e perdeu as duas mãos e um braço. No entanto, isso não o impediu de ter aulas de ballet.

E quem foi? Chama-se Harvey Phillips e tem apenas 4 anos. Quando foi operado, tinha apenas 9 meses. A sua mãe, Lisa, pensou que ele nunca iria conseguir brincar com as outras crianças.

Harvey sente-se como peixe na água nas aulas de ballet

Harvey sente-se como peixe na água nas aulas de ballet

No entanto, iria ter uma surpresa.

Harvey provou que afinal muito ainda havia por acontecer. Depois de ter visto a sua irmã com 5 anos, Kayla, a ter aulas de ballet, também quis experimentar.

E assim foi. Hoje em dia, consegue correr, saltar, rodopiar e até jogar futebol, graças a umas capas protectoras que estão nas suas pernas.

“Ele quer experimentar tudo, ele não entende o significado da palavra não. Eu sou tão orgulhosa dele.”, diz a mãe.

Mãe diz que o filho a enche de orgulho. Pudera...

Mãe diz que o filho a enche de orgulho. Pudera...

Quando teve meningite aos 9 meses, os médicos pensaram que ele não iria sobreviver. Chamaram inclusive um padre para o baptizar. Ele sobreviveu a essa noite, mas os seus dedos e pés ficaram envenenados e então teve de ser submetido a uma cirurgia.

“Eu estava tão preocupada que ele não iria ter uma boa qualidade de vida”, disse a sua mãe, “Mas eu estava determinada a ter uma atitude positiva. Tratei-o sempre da mesma forma que a sua irmã Kayla, e se calhar até fui um pouco mais rígida já que ele tem de aprender a viver por si próprio.”

A professora de dança disse que o rapaz se portava bem nas aulas. As aulas serviram para Harvey melhorar a sua postura e conseguir andar melhor nas suas “pernas”.

“Quando está a mexer-se ou a dançar, ele está no seu elemento. Ele aceita perfeitamente o seu corpo.”, acrescentou a mãe.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ballet


A CASA É SUA


Olá! Seja bem-vinda!
Não precisa bater a porta.
A única lei por aqui:?
Sirva a Lusa diva, à livre forma.

À parte, entre e, sinta-se à vontade.
A casa é nossa:! Como é sua, é minha.
Não esconda tua alma,
Revela-a em sua poesia.


Kemesson Lemos